
LAVAR CARROS NA RUA É ILEGAL, MAS E DAÍ?!
Quando insistimos que a ordem deve começar em casa, comparações e exempos para demonstrações são bem fartos. O exemplo do flagrante observado na ilustração também faz parte do cunjunto de proibições das Posturas Municipais do Rio de Janeiro. Não vale perguntar se algum fiscal da Ordem da Prefeitura viu isto.
Mas, a observação de hoje, inspirada em evento do cotidiano, recai sobre lavagem de carros na rua. O melhor exemplo de que certas economias são as bases da porcaria e da desordem urbana que poucos enxergam. Mas a grande desordem começa assim.
Quaisquer medidas e campanhas para conter a desordem e a destruição de uma rua, bairro, cidade ou estado, começa dentro de qualquer casa. Desde o comportamento dos seus moradores, atitudes dos filhos, empregados não devidamente orientados se educados pelos pais e donos da casa.
O vizinho, o que é vicinal, o que está mais próximo na delimitação do espaço edificado, espera que somente a lei ou leis o obrigue a seguir comportamentos civilizados. Assim, se não está em nenhuma lei que o proíba, ele pode fazer o que bem entende. Na maioria das vezes, tudo está em declarado em leis e ainda assim não se cumpre. Nem recebem fiscalização.
É proibido lavar carros na rua?
Se vai querer saber sobre Posturas municipais, já adiantamos alguma informação. Enviar e-mail para o chefe da ordem urbana do Rio de Janeiro, nem pensar; pesquisar no site do governo do estado ou prefeitura, também não, é complicadíssimo. O Secretário Especial da Ordem Pública (SEOP), talvez, desconheça o assunto o que não seria nada execrável, dado ao amontoado de leis. Em cima da hora, mas ainda em boa hora, a Sra. Jô Ribeiro, solícita funcionária da SEOP, informa por telefone, existir a proibição dentro das Posturas Municipais que esta redigida no Art 35 do Decreto 29881 de 18 de Setembro 2008.
Posturas da Cidade do Rio de Janeiro
Decreto 29881 de 18 set. 2008, Art 35
Art. 35 É proibida a execução de serviços mecânicos ou profissionais em vias públicas, tais como lanternagem, pinturas, colocação de peças e acessórios borracheiro, troca de pneus, lavagem de veículos e outros, excetuados os casos de evidente emergência.
Porém, havendo lei que coíba ou não havendo, o fato é que nada menos estético do que uma casa bonita, de valor em quase milhões, imensa e cheia de empregados, por exemplo, os carros da casa são lavados na porta da garagem. Ora, seria por economia?
Quem tem condições de morar tão bem, em bairro nobilíssimo, ter carros importados, trabalho paisagístico na jardinagem, imagina-se que, também, tenha condições de pagar lavagem automática ou orientar - no caso de ter uma razoável educação - seus empregados para a lavagem dentro de suas garagens.
Há mesmo casos estupendos de exemplo como a queima de lixo em terreno da própria casa. Por economia de sacos plásticos, os proprietários orientam seus empregados a queimar o lixo. A fumaça carregada de fulige invade os pulmões e piscinas dos vizinhos. O Sr. Marcio, há 25 anos gerente da AMASCO-Associação de moradores de São Conrado, lembra que o que acontece é uma inversão de valores: os empregados orientam seus patrões, quando deveria ser o contrário.
O caso da economia seria simplesmente resolvido com grande sucesso de iniciativa se ao invés de sacos apropriados para lixo, fossem usadas sacolas plásticas de supermercados. Menos danos ao meio ambiente.
Há ruas nas quais uma parte dos moradores zelam pela conservação estética da rua. Os vizinhos se empenham, mesmo com alguns sacrifícios, para não quebrar regras de boa convivência. Ou, na mesma rua, o exercício de alguns moradores é destruir o patrimônio do outro, principalmente, se ele se acha acima da conta bancária e do prestígio político. Mesmo em ruas de bairros nobres, o cúmulo da favelização é muito maior do que pode ocorrer dentro das próprias favelas onde o espaço físico, a noção de estética e remediação financeira são restritos. A falta de educação não é privilégio de pessoas sem cultura.
Em geral estes moradores que desrespeitam os vizinhos vêm de apartamentos ou de lugares aonde é usual a falta de educação. Pessoas que vêm de lares onde o respeito jamais foi um exemplo e assim eles seguirão educando seus filhotes de futuros pitibuls. Saídos de condomínios ou edifícios comuns, algumas pessoas se pensam com o mais absoluto direito, sem que mínimas regras lhes sejam de obrigação pela inexistência da figura de um síndico e dos procedimentos que regulam os condôminos. Nos condomínios, quase sempre a lavagem de carro é proibida. Em locais civilizados, conhece-se logo o nível e qualidade dos vizinhos.
De nada adianta tentar fazer prevalecer a ordem urbana se as falhas na Educação começam na individualidade. Se o bonitão ou a bonitona com recheio de dólares não tem nenhuma noção, como exigir do povo da rua, dos mendigos?
Quem tem condições de morar tão bem, em bairro nobilíssimo, ter carros importados, trabalho paisagístico na jardinagem, imagina-se que, também, tenha condições de pagar lavagem automática ou orientar - no caso de ter uma razoável educação - seus empregados para a lavagem dentro de suas garagens.
Há mesmo casos estupendos de exemplo como a queima de lixo em terreno da própria casa. Por economia de sacos plásticos, os proprietários orientam seus empregados a queimar o lixo. A fumaça carregada de fulige invade os pulmões e piscinas dos vizinhos. O Sr. Marcio, há 25 anos gerente da AMASCO-Associação de moradores de São Conrado, lembra que o que acontece é uma inversão de valores: os empregados orientam seus patrões, quando deveria ser o contrário.
O caso da economia seria simplesmente resolvido com grande sucesso de iniciativa se ao invés de sacos apropriados para lixo, fossem usadas sacolas plásticas de supermercados. Menos danos ao meio ambiente.
Há ruas nas quais uma parte dos moradores zelam pela conservação estética da rua. Os vizinhos se empenham, mesmo com alguns sacrifícios, para não quebrar regras de boa convivência. Ou, na mesma rua, o exercício de alguns moradores é destruir o patrimônio do outro, principalmente, se ele se acha acima da conta bancária e do prestígio político. Mesmo em ruas de bairros nobres, o cúmulo da favelização é muito maior do que pode ocorrer dentro das próprias favelas onde o espaço físico, a noção de estética e remediação financeira são restritos. A falta de educação não é privilégio de pessoas sem cultura.
Em geral estes moradores que desrespeitam os vizinhos vêm de apartamentos ou de lugares aonde é usual a falta de educação. Pessoas que vêm de lares onde o respeito jamais foi um exemplo e assim eles seguirão educando seus filhotes de futuros pitibuls. Saídos de condomínios ou edifícios comuns, algumas pessoas se pensam com o mais absoluto direito, sem que mínimas regras lhes sejam de obrigação pela inexistência da figura de um síndico e dos procedimentos que regulam os condôminos. Nos condomínios, quase sempre a lavagem de carro é proibida. Em locais civilizados, conhece-se logo o nível e qualidade dos vizinhos.
De nada adianta tentar fazer prevalecer a ordem urbana se as falhas na Educação começam na individualidade. Se o bonitão ou a bonitona com recheio de dólares não tem nenhuma noção, como exigir do povo da rua, dos mendigos?

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